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Xanda Nascimento: sócia diretora da Nossa Galeria de Arte, primeira galeria condecorada com a Medalha Tiradentes (maior honraria do Estado do Rio de Janeiro), artista plástica e multimídia, webdesign master, colunista cultural, poetisa, curadora de arte e gestora cultural. É verbete da Enciclopédia Itaú Cultural, do Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e do Catálogo Online de Arte da Nossa Galeria de Arte."





Natural de Buenos Aires-Argentina, atualmente radicado em São Paulo, nosso entrevistado Diego Max é músico instrumentista (violão, guitarra e percussão), cantor, compositor, ator, apresentador, produtor artístico cultural e executivo. Foi jurado de importantes festivais musicais no Rio Grande do Sul, participou, como músico, de shows de artistas internacionais e nacionais como: Hermeto Pascoal, Alcione, Zeca Pagodinho, Alexandre Pires, entre outros.

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📷  Foto: Acervo pessoal

Especializado em Teatro, atuou em vários monólogos musicais e fez algumas pontas na novela do SBT “A Revelação”, de Iris Abravanel. Também atuou em dramatizações para o programa de Márcia Goldschmidt na TV Bandeirantes e no filme “Nossa Sra. de Caravaggio” de Fabio Barreto. Foi apresentador de programas de TV a cabo na Argentina com algumas experiências similares no Brasil. Como produtor cultural teve projetos reconhecidos no Brasil e na Argentina. Soma-se a sua rica trajetória profissional ter sido, em 2005, diretor fundador da ONG Casa da Arte e Cultura em Porto Alegre, atuando em parcerias de eventos culturais e oficinas de artes e, em 2010, ter sido gerente o Teatro Juca Chaves, em São Paulo.


Xanda - Sendo filho de Lucio Yanel, famoso violonista do Mercosul, até que ponto a herança genética contribuiu para a lapidação do seu talento como instrumentista? Você sentiu alguma pressão a mais por ser filho de alguém tão famoso?

Diego Max - Não, em absoluto, pois como ele sempre viajava por longos períodos eu desenvolvi a tendência natural para a música e arte em geral totalmente sozinho, participando de concursos infantis e juvenis em Buenos Aires, vencendo vários e, assim, participando de ações como músico e ator, abrindo caminhos diversos ao natural. Desta forma, quando fui ter as primeiras participações com ele já era em palco profissional na minha adolescência.

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📷  Foto: Acervo pessoal

Como você sente a receptividade do público brasileiro ao seu trabalho, considerando a histórica e conhecida rivalidade entre Brasil e Argentina?

Sempre, desde a adolescência, morei entre Argentina e Brasil, pois nessa época em que meu pai se transferiu em definitivo para o Brasil, em Porto Alegre - RS, minha jornada em ambos os países, seja socialmente ou profissionalmente, sempre foi tranquila, sem nenhum tipo de rivalidade ou conflito. Aqui construí amigos, relações amorosas, dois filhos divinos e uma carreira tão segura quanto no meu país, com respeito e afetividade.

Em sua relação visceral com os dois países o que você extraiu de melhor da Argentina e do Brasil para a composição da sua identidade artística?

Extraí e “suguei” o que na realidade compõe meu Ser na totalidade... A essência passional, aguerrida, polivalente e criativa que se traduz na minha personalidade humana e como artista... Sempre sou eu num todo me doando para quem se atenta a me ver, ouvir ou conviver.

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📷  Foto: Acervo pessoal

Entre idas e vindas, quando está no Brasil do que sente falta da Argentina? Por outro lado, quando está na Argentina do que sente falta do Brasil? O que diria ser seu ponto de interseção entre estes dois eixos culturais?

Como sempre, sei que estarei num lugar ou outro em breve, não sinto saudades de onde não estou, apenas curto intensamente a vida e trabalho onde estou, sabendo que é cíclico, momentâneo. Na verdade, apenas de coisas relativamente superficiais como comida, por exemplo, sinto falta imediata, mas me viro quando posso adquirir matéria prima semelhante em outro país, então eu mesmo cozinho, aliás, coisa que faço bem (risos). Quando estou no Brasil, sinto falta das Empanadas Criollas argentinas, a Parrillada, as Facturas, etc. Quando estou na Argentina, sinto falta do feijão, farofas diversas como a de carne seca, arroz carreteiro de charque...

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📷  Foto: Acervo pessoal

Você já realizou shows em diversos palcos da América do Sul e da Europa, apresentando um mix de estilos musicais. O que destaca em sua apresentação?

Exatamente a diversidade. Essa visão e sentimento cosmopolita, universal de compor e interpretar sem regras, sem base comercial e nem preocupação com mídia, apenas manifestar minha arte, me comunicar bem com a alma das pessoas.... Estas, as pessoas, seriam minha real preocupação. Desejo que sintam na alma e que o ouvido seja apenas a porta de entrada de algo que lhes apaixone. Destaco também, digamos dentro de um aspecto técnico, o fato de fazer shows com “dupla faceta”, me refiro a minha apresentação, intercalando músicas cantadas e músicas instrumentais (solos de violão), isso surpreende um pouco, pois geralmente um “artista solo” ou é cantor acompanhado por músicos ou é instrumentista. Por vezes, faço até shows com estas características separadas, ou seja, em projetos de música instrumental faço o show apenas do “solista de violão” e nos cantados, apenas a versão com voz. Confesso que prefiro esse mix de show cantado, essa mescla toda é a minha cara (risos).

Em 2009, você foi responsável pela contratação e produção do show internacional do “Pop Star” Billy Paul em uma casa de shows de São Paulo. Fale um pouco da sua história como produtor deste e de outros projetos.

Sempre fui produtor artístico, cultural e eventos diversos. Sou mais do que nada um criador, um conceitualista, vivo inspirado. Assim produzi gravações, projetos em base de pesquisas e outras criações ‘natas’ minhas. Na ocasião do show de Billy Paul fui contratado por uma empresa de Paris-França, com filial em Milão-Itália e São Paulo, parar ser o gerente geral da Casa que estava gestando sua inauguração, com ênfase na produção artística e executiva. Foi um prazer a negociação com os agentes de Billy Paul, foi suave e positiva em base do projeto que lhes apresentamos, não apenas para o show inaugural, mas também para a sequencia de programação da Casa, numa visão de mosaico cosmopolita de shows.

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📷  Foto: Acervo pessoal

Logo concretizada a contratação do grande show de inauguração, o mesmo Billy viu minha performance ao violão numa reunião informal e pediu que eu mesmo, Diego Max, fosse o show de abertura de sua apresentação. Mais uma grande honra e alegria na minha vida e carreira. Logo, ao finalizar o show, numa reunião de bastidores junto a imprensa que estava em peso, ele me abraçou e declarou que ao me ver no palco cantando e solando o violão: “Diego Max, My Numberlon One Guitar Acustic Latin” . Eu me senti na glória e constrangido também, e perguntei, mas neste universo de solistas latinos tem atualmente Carlos Santana, dentre outros...e ai ele respondeu “ele guitarra elétrica, você violão de nylon” e ainda insisti, no violão de nylon tem aqui Yamandu Costa, ou Paco de Lucia! E ele prontamente respondeu “Eles não fazem Pop, nisso ninguém ganha de você, Pop ao violão de nylon e sempre improvisado” Então, para que contestar o cara que tem Grammy na prateleira e tocou no mundo com os maiores nomes como Ray Charles?! É pegar isso e guardar na mente e alma para sempre!

Você também é ator especializado em teatro com vários monólogos musicais, como encontrou o ponto de equilíbrio para cantar e atuar?

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📷  Foto: Acervo pessoal

Na verdade esse “ponto de equilíbrio” é que me encontrou. Eu sou naturalmente multifacetado, hiperativo e instigador... Existe uma visão de que monólogo é talvez o mais difícil a se fazer em interpretação, por tudo que pressupõe de tensão ao segurar sozinho um roteiro e texto, bem como a atenção e prazer do público. Aí, se entende que monólogo musical seja ainda mais difícil, pois não basta o ator se preocupar com a dramatização textual, ainda tem canção, dança ou versão instrumental e, se tiver que criar tudo isso com inspiração em personagens famosos, haja atrevimento! Por isso realizei quase sempre o conceito de “catarse” destes personagens. É exatamente todo este desafio que me apaixona e me motiva neste segmento da dramaturgia.

Quais personagens que você interpretou considera mais marcantes? Por quê?

De todos, os mais marcantes foram “Carlitos” e “Che Guevara”. O primeiro pela leitura atrevida dos textos de Chaplin numa visão fantasiosa em que o personagem acordava num palco vazio e desejava poder externar seus pensamentos e sentimentos a falar e cantar e, além disso, por ter me atrevido a colocar no contexto, no momento apoteótico, ele a cantar e dançar a celebre música de Piazzolla “Balada para um Louco”. Por isso o espetáculo se chama “Carlitos em Balada para um Louco”.

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📷  Foto: Acervo pessoal

O segundo foi a catarse pré-morte do personagem Che Guevara no espetáculo chamado “O Olhar de Che Guevara”. Neste ele vê e revê sua jornada sob um julgamento isento de paixões políticas, mas sim com direito a crítica pesada em si mesmo e obviamente nos outros, despindo a fortaleza do guerreiro, tornando-o um homem à beira da angústia e necessitando de se confortar para encarar a morte, vendo-a na sua frente nas mãos de um atirador militar boliviano incumbido de lhe fuzilar a queima roupa. Por fim, o terceiro que cito seria o Don Juan do espetáculo “Yo Soy el Tango - Crônica de um Don Juan Portenho”. Este personagem andarilho, sedutor por natureza, é um alter ego dos músicos cavaleiros errantes, principalmente das décadas de 50 para trás, época de malandragem, ousadia de composição, de botecos que eram quase igrejas para grupos, cabarés, etc. Este é ambientado na década de 20 na região folclórica de Buenos Aires chamada de “Caminito”. Este Don Juan volta da Europa depois de duas décadas para reencontrar sua real amada da vida, a qual a tinha deixado para trás por ser uma humilde servente de bistrô noturno e, agora, ao entender que teve e desejou tantas mulheres de diversas formas e estilos, na verdade fugia da realidade de amar esta simples mulher que está a beira da morte e lhe chamou por carta para se despedir.

Conta pra gente quais trabalhos você está desenvolvendo atualmente.

Sigo na mesma jornada, entre ator, fazendo vídeo e palco, me apresentando nos meus shows como cantor e instrumentista. Vez por outra alguma coisa free como produtor para outros contratantes. Minha vida é essa mesma: muito diversificada, tanto que poucos sabem que também sou formado como Terapeuta Corporal, enfatizando Acupuntura e Massagem Estéticas e Terapêuticas, mantenho sempre que possível esse meu outro lado, atendendo tratamentos em clientes. Já pensou? É muita coisa... mas gosto demais disso: fazer...criar... realizar!

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📷  Foto: Acervo pessoal

O que mais podemos esperar de Diego Max para 2017?

Toda essa mesma hiperatividade, mas neste momento, focado em residir mais fixamente no Brasil, em São Paulo-SP. Nesta cidade estou realizando parcerias importantes e bonitas com colegas artistas, produtores e locais que apresentam musica de qualidade. Desta forma, convido a todos que sigam se inteirando das novidades e interagindo diretamente comigo pelo meu Facebook Oficial. Garanto atender todos com o mesmo carinho e consideração desta entrevista a um boletim tão especial dedicado a cultura e arte. Abraços afetuosos e cheios de alma artística a todos!

 

Agradeço a Diego Max pela atenção e disponibilidade para compartilhar sua história com os leitores da coluna Xanda Nascimento ENTREVISTA do Boletim Cultural Digital da Nossa Galeria de Arte.

Xanda Nascimento

 

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