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Xanda Nascimento: sócia diretora da Nossa Galeria de Arte, primeira galeria condecorada com a Medalha Tiradentes (maior honraria do Estado do Rio de Janeiro), artista plástica e multimídia, webdesign master, colunista cultural, poetisa, curadora de arte e gestora cultural. É verbete da Enciclopédia Itaú Cultural, do Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e do Catálogo Online de Arte da Nossa Galeria de Arte."





 

Sérgio Luciano Jofrinho Adguy de Oliveira, conhecido como Jofrinho Fúria Negra, nasceu em São Paulo, cursou direito na Universidade de Roma La Sapienza, na Itália. Carrega na bagagem diversos títulos como atleta. Atualmente é professor, estudante de Teologia, palestrante, personal trainer de boxe, raper, ativista sociocultural e propagador da fé.

 

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📷  Foto: Adriana Nassar

Xanda - Como surgiu o boxe em sua vida?

Jofrinho Fúria Negra - Meu pai Mário sempre dizia: "filho, se algum dia eu lhe faltar, procure pelo meu grande amigo Éder Jofre", e foi o que eu fiz, após o falecimento do meu pai, quando eu tinha 10 anos, procurei por Éder Jofre, que teve uma longa conversa comigo, levando-me em seguida para treinar na Escola de Boxe Kide Jofre. Foi ali que enxerguei um novo horizonte em minha vida e incansavelmente treinava para ser um campeão como Éder Jofre.

Por que o nome Fúria Negra?

Fúria Negra foi um apelido dado carinhosamente pelo meu amigo e aluno Mano Brown do Racionais MC's. Sou muito grato ao meu amigo Mano Brown e também à sua mãe Ana, que sempre nos incentivou a estudar. Agradeço também ao Mano Brow pela homenagem que recebi - A Fúria Negra Ressuscita Outra Vez - do Rap Capítulo 4 Versículo 3.

O que sentiu ao calçar as luvas de boxe pela primeira vez?

Vontade de ser campeão como Éder Jofre.

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📷  Foto: Adriana Nassar

Quais as categorias de boxe que você lutou? Como foi sua preparação física e emocional para as mudanças de categoria?

Iniciei lutando no amador, em seguida nos meios médios, nos médios ligeiros e fui subindo de categoria gradativamente, chegando à categoria profissional, onde lutei nos meios médios, nos médios ligeiros, nos médios e super médios. Neste período Éder Jofre era vereador e tinha pouco tempo para me treinar, foi então que minha preparação foi além da Escola de Boxe Kid Jofre. Pude contar com uma equipe técnica altamente especializada - Luiz Frabre, Miguel de Oliveira e Messias Gomes - que foi comigo para vários países. Foi na Fórmula Academia que tive a melhor preparação, porém a melhor preparação física e psicológica para que eu conquistasse vitórias e títulos sempre foi o ensinamento e a própria presença do campeão Éder Jofre. Sempre que eu luto, basta olhar para o Campeão para que a força do mesmo tome meu corpo com golpes e conhecimento.

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📷  Foto: Acervo pessoal

Considerando o Ranking Mundial da Federação Internacional de Boxe, qual a sua melhor classificação?

Fui 7º do mundo pela FIB (Federação Internacional de Boxe), fui campeão de boxe de todas as Américas e lutei duas vezes pelo título do mundo Hispânico. Agora, pelo Conselho Mundial de Boxe fui campeão dos Médios Ligeiros por 10 anos. Desde que coloquei as luvas de boxe pela primeira vez decidi ser campeão e foi o que eu fiz, sempre estive muito preparado, física e psicologicamente para todas as lutas. Eu sempre digo que vencemos nossos maiores desafios quando superamos nossos limites.

Das lutas que já disputou, qual foi a mais marcante? Quem foi o adversário? Qual o impacto que essa luta deixou em sua carreira?

Na disputa do Título Interamericano venci por nocaute o colombiano Hereria Cocha. Lembro-me como se fosse hoje, olhei nos olhos do grande campeão Éder Jofre e parecia que eu estava com força em dobro, então no 4º ou 5º round, nocauteei o adversário. Por isso que sempre digo que eu e Éder Jofre ganhamos a luta. A cada vitória dou continuidade ao legado de Éder Jofre. Sou grato a toda equipe que sempre me ajudou, como os cubanos Otilho e Wuillan, os meus tios João e Raphfi Zumbano, o meu técnico Messias Gomes e Silvio Luciano, meu irmão. Também agradeço Rogério Catiatore, Genival, Val Marivalvado, Tomas da Cruz, Chicão Tamba, Miltão Marcelinho da VTCN, Formiga, que Deus o tenha, e tantas outras pessoas.

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📷  Foto: Acervo pessoal

Em diversas postagens nas suas redes sociais, você fala sobre o DNA Éder Jofre. Fale sobre esse DNA campeão?

Este DNA campeão foi passado através das gerações do boxe. A sabedoria de Éder Jofre vai além da força e técnica, em muitas ocasiões bastava eu ler o olhar dele e já estava aprendendo, mas eu acredito que o amor ao boxe é o que definitivamente imprimiu o DNA Jofre em mim. Para mim é um privilégio ser seguidor do boxe de Éder Jofre, tenho muito orgulho de carregar o DNA do maior campeão de boxe de todos os tempos! Éder Jofre conta sua história e conquistas no filme 10 segundos que estreia neste ano, e eu conto minha história e conquistas no filme DNA Jofre O Filho do Boxe que estreia em breve, não percam.

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📷  Foto: Frames do teaser do filme DNA Jofre O Filho do Boxe

Conta pra gente um pouco do filme DNA Jofre O Filho do Boxe.

Neste filme conto a história da minha vida, será uma grande lição de amor, dedicação, entrega e determinação, enfatizando a nobreza de Éder Jofre que me tirou do submundo do crime, me fez campeão na vida e nos rings. Minha história de vida também foi inspiração para uma das músicas dos Racionais Mc's

   Clique aqui e veja o teaser do filme DNA Jofre O Filho do Boxe.

 

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📷  Foto: Acervo pessoal

Você também é Personal Trainer de Boxe, inclusive participou da palestra sobre preparação física e psicológica do atleta com o Dr. Carlos Godoy da palestra sobre preparação aeróbica de treinamento e nutricional com os especialistas David Joe e Linda Shelton. Qual o diferencial da sua preparação física em relação a desenvolvida na academia? Fale sobre seu Projeto Boxe Ironman.

A diferença é que este é um treino que teve o olhar do maior campeão do boxe de todos os tempos, Éder Jofre, que mostrou no ring a eficiência de suas técnicas. No Projeto de Boxe Ironman, em cada hora/aula, o aluno perde até 4000 calorias. Os alunos ficam enlouquecidos com os resultados magníficos que alcançam: saúde e boa forma ao mesmo tempo. Alunos a partir de 3 anos de idade, de ambos os sexos, podem se inscrever.

Você também é campeão de kickboxing e lutador de capoeira. Como é o diálogo entre essas modalidades esportivas com o seu boxe?

Tenho orgulho de dizer que fui o primeiro brasileiro a lutar fora do Brasil, mesmo morando fora, em um torneio entre estilos. Foi em 1993 na Itália, no torneio Golden Dragon, onde fui vice campeão do mundo representado o boxe, capoeira e kickboxing, também fui campeão Intercontinental na Itália pela Wako-Pro, campeão Sulamericano, 10º do Ranking Mundial, quando ganhei do campeão do mundo Eleg Bachir Revy.

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📷  Foto: Adriana Nassar

No kickboxing e na capoeira, quais esportistas influenciaram a assinatura dos seus golpes?

Meu irmão Silvio Luciano me ajudou muito, treinávamos juntos e ele era meu esparring nas lutas de perna. Na capoeira tive o privilégio de jogar com mestre João Pequeno e com o mestre Cangiquinha. Receber nota 10 desses mestres foi maravilhoso, agradeço a eles os ensinamentos que me levaram a ganhar vários títulos também na capoeira, fui tricampeão paulista, penta campeão brasileiro de capoeira dos jogos escolares brasileiros.

Os Racionais MC's fazem parte da trilha sonora da sua vida. Como foi esse encontro do boxe com a música? Quais são suas principais influências musicais?

A música sempre esteve presente em mim, em muitos momentos no boxe até parecia que eu estava coreografando minhas lutas. Quando cheguei da Europa a minha prioridade era montar o Projeto Reação Brasil, então pedi ao meu amigo Gegê que me levasse até o Mano Brown, precisa falar com ele, fui muito bem recebido. Reencontramos-nos depois de longa data e falamos sobre nossas responsabilidades para com a comunidade. Tive muito orgulho da forma com que o Brown se manifestou: "mano sozinho não posso, mas vamos nos juntar com os outros manos do grupo ACE BLU ED ROKC, KL DJ, e também os manos da gravadora Serafim e Wuillam". Daí foi uma grande jornada de vitórias e títulos para o Brasil. Aqui começa minha vida na música com influência dos Racionais, Jair Rodrigues, Tony Tornado, Jorge Bem, Tim Maia e outros grandes nomes da música brasileira e internacional, como James Brown,TU Pac, Doctor DRE, dentre outros.

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📷  Foto: Adriana Nassar

Como você se define como cantor?

Escuto bossa nova, música clássica e reggae, mas quando estou compondo coloco sentimento e a minha verdade. Adoro colocar ingredientes novos nos arranjos É fascinante estar bem perto do público, sentir a energia das pessoas, mas principalmente saber que a mensagem que eu passo está sendo absorvida. Realmente espero que através da minha música eu possa suavizar a dura realidade, principalmente das regiões mais violentas.

Você também dança. Como foi dançar com James Brown?

Foi um momento único em minha vida que marcou história, fui o único brasileiro a dançar com James Brown na vinda dela ao Brasil, toda a família Racionais estava lá, eu adoro dançar, e neste dia me soltei, dancei muito, fui convidado a subir no palco e dançar com o astro internacional, inesquecível!

Você é um ativista cultural e social, sua história de vida e de esportista é um grande exemplo para a nova geração, sendo professor e palestrante, como avalia o seu papel na edição da realidade dos jovens e das comunidades em que estão inseridos?

Com a minha história de vida e fé, dedicação, vitórias e aprendizado constante, espero mostrar às pessoas que, com talento, trabalho, dedicação e fé, é possível ser e ter tudo o que elas quiserem, desde que tenham talento para ser competentes em suas escolhas e que não desistam de seus objetivos. Já dizia o Mano Brown: "fé em Deus, que ele é justo, nunca se esqueça na guarda, guerreiros levantem suas cabeças", onde estiverem, seja lá como for, tenha fé, porque até no lixão nasce uma flor, e o mano Ed Rock dizia: "corrida hoje, vitória amanhã".

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📷  Foto: Adriana Nassar

O que motivou a criação do seu projeto social? Como funciona e quais os resultados esperados?

Hoje, o tema violência está bastante amplo: violência contra crianças, idosos, meio ambiente, sexual, dano ao patrimônio público, dentre outros. No entanto, a falta de investimento no setor de inteligência da polícia, faz com que o confronto seja praticamente no mano a mano, o que antes atingia demasiadamente a periferia, agora coloca toda sociedade em risco. Enquanto estivermos cercados de pobreza, ninguém vai estar em segurança. Nosso projeto visa resgatar vidas e capacitar a sociedade para que através do esporte e da cultura do Hip Hop possamos ter novos campeões nos rings, nos palcos e na vida, resultando na diminuição do índice de pessoas no mundo do crime e das drogas.

Como Jofrinho Fúria Negra pode ser contratado?

Primeiramente agradeço minha cunhada, a modelo Leticia Dias, por ter indicado a qualidade profissional da minha assessora Adriana Nassar. Fui ao Rio de Janeiro especialmente para conhecê-la e fiquei muito feliz. Todas as possibilidades de contratação de Jofrinho Fúria Negra são através da minha assessora Adriana Nassar: fale.drinassar@gmail.com | +5521 97915-7626 WhatsApp - Tim

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📷  Foto: Adriana Nassar

Quem você gostaria de agradecer?

Primeiramente agradeço a Deus por todas as bênçãos que tive e continuo tendo, agradeço Éder Jofre, minha mãe Cleusa, toda minha família, meus filhos e minha cunhada, a modelo Leticia Dias, Mano Brown e todos do Racionais e muitos outros artistas, cantores, grupos musicais, atores, jornalistas, apresentadores da Rede Globo, a Fórmula Academia, a minha assessora Adriana Nassar e a todas as pessoas e instituições que me ajudaram e ajudam no agora. Dedico esta entrevista especialmente a Éder Jofre: o maior campeão de boxe de todos os tempos!

 

Agradeço a Jofrinho Fúria Negra pela atenção e disponibilidade para compartilhar sua história com os leitores da coluna Xanda Nascimento ENTREVISTA do Boletim Cultural Digital da Nossa Galeria de Arte.

Xanda Nascimento

 













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