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Elda Evelina é artista visual, palestrante e escritora. As ilustrações e capas de seus livros, em sua essência de conteúdo espirituais, são criações suas. Suas obras (artes plásticas e eletrônicas), livros, palestras, mensagens e cartões estão publicados no site eldaevelina.com e seus livros também estão disponíveis no site bookess.com.br/profile/eldaevelina."





Povos Nativos desta terra chamada Brasil – 19 de abril

 

Aos Povos Nativos desta terra Brasil

Possam ser lembrados sempre como verdadeiros desbravadores dessas terras, há milhares de anos.

Possamos nós valorizar sua cultura, sua arte, religiosidade, crenças, sabedoria, força, coragem…

Possamos todos conviver em harmonia, acolhendo em nossos corações as diversidades em todas as suas expressões.

Possamos nós respeitar seus saberes e buscar aprender com eles para despertar em nós novos olhares sobre nossos saberes, ainda que nos seja difícil por vezes.

Possamos todos nos conscientizar de que, apesar das diversidades, somos todos um só povo a que damos o nome de Humanidade.



Certa vez, há muitos anos, a passeio em Manaus, ouvi de uma pessoa da região a observação de não terem simpatia com a referência a serem considerados descendentes de “índios”, pois esta denominação fora dada aos habitantes das terras encontradas pelos colonizadores, quando do descobrimento, por acreditarem terem chegado às Índias. Essas terras – hoje as Américas do Norte, Central e do Sul – chegaram a ter o nome de Índias Ocidentais.

Considerava, aquela pessoa, que deveriam ser chamados de nativos, simplesmente assim.

A partir de então fiquei refletindo a respeito.

Em pesquisa encontrei mais um motivo para a inadequação da referência Índio pois, não obstante habitarem as Américas várias nações desses nativos, havia uma só denominação, como se fossem um só povo ou talvez, o que é mais provável, porque os colonizadores desconsiderassem esses povos a ponto de fazerem uma referência puramente genérica, sem que merecessem uma identificação mais precisa e respeitosa.

 
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Obra: Natureza e seus mistérios

Por vezes tenho ouvido, até mesmo por pessoas consideradas intelectualizadas e até espiritualizadas, a referência a esses povos como seres primitivos, sem cultura, sem fundamentos éticos e percepções espirituais..

Quando tenho oportunidade para falar o que sinto a respeito, afirmo que esses povos já traziam profundas percepções das relações espirituais, acreditavam na comunicação com seus ancestrais e muitas vezes, através dessas comunicações intermediadas pelos Pajés ou Xamãs, conheceram mecanismos para lidar com várias doenças, utilizando a Natureza tão rica de espécimes, do reino vegetal ou animal, que continham em si recursos para tratamentos e até mesmo curas.

Tinham sua própria linguagem articulada, suas composições musicais, danças, rituais a que podemos chamar de religiosos, já que me foge no momento uma denominação mais adequada.

Sentimento profundo de solidariedade e de vida em comunidade, ainda que consideremos hoje terem sido de forma localizada e restrita… Vale aqui ressaltar que estamos falando de uma época em que eles precisavam constantemente defender seus territórios por serem nações independentes e, muito provável, de origens diversas, se considerarmos que vários povos já teriam passado pelas Américas antes dos espanhóis e portugueses.

Creio que alguns neste momento, ao lerem este texto, retruquem: – Se lutavam entre si podem ser considerados selvagens! Retorno eu a essas pessoas: – Então selvagens também somos nós, pois que ainda brigamos para defender “nossos” territórios, sejam nossas casas, nossos Estados, nosso País. Quantas guerras ainda são deflagradas a título de preservar a cultura, a religião, as raças etc.?!

Bem, voltando ao assunto anterior. Precisamos sempre, ao fazermos considerações a respeito de conceitos, culturas, costumes, contextualizar os fatos. Caso contrário, estaremos correndo sérios riscos de cometermos graves erros de avaliação, injustiças.

Vale contemplar aqui todos aqueles que já viviam no Planeta, desde a antiguidade, época anterior à chegada dos considerados, por muitos de nós, mais intelectualizados. Aqueles nativos já tinham o sentimento de religiosidade, reconheciam nas forças naturais a presença de Deus e de outros Seres que tinham a função de manter o equilíbrio da Natureza.

Ah! Por falar em Natureza, devemos ressaltar que esses povos buscam manter convivência pacífica e respeitosa com as riquezas naturais – vegetação, rios, mares, animais. O uso desses bens de forma a não ter abuso ou desperdício. As nascentes mantidas, preservadas e respeitadas. Dos rios, só o estritamente necessário à sua sobrevivência.

Relações familiares mais fraternas do que de muitas famílias que podemos observar hoje em dia.

Bem, não vou me alongar muito mais, creio que já deu para ter uma noção do que estou querendo levar à reflexão de muitos e espero ter conseguido sensibilizar alguns, pois sei que muitos não o serão, até mesmo irão tecer críticas ao que aqui exponho.

Não importa, se conseguir sensibilizar pelo menos uma só pessoa, já estarei satisfeita, pois ela poderá ser uma multiplicadora das reflexões que aqui ofereço neste momento.


“Não precisamos de formas complexas, nem expressões exuberantes para transmitir o que vai na nossa Alma.
A Alma se mostra de forma singela e meiga quando expressa sentimentos verdadeiros.
E assim que ela sensibiliza outros corações ao refletir a si própria como fonte de simples beleza e emoção."

Do livro Textos em Contextos, Elda Evelina, Bookess Editora

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Considerando ser de grande importância este trabalho, é com grande satisfação que, mediante autorização dos diretores Cecília Engels, Daniela Perente e Felipe Kurc, apresentamos:

“O Povo Dourado somos todos nós”, um documentário a respeito da lenda Tupi-Guarani “A Criação do Mundo – a Voz do Trovão”, contada por Kaká Werá Jecupé, em seu livro de mesmo título.

“Seus diretores Cecília Engels, Daniela Perente e Felipe Kurc, são jovens que sentiram a necessidade de abraçar essa missão com dedicação, carinho, determinação e coragem. A produção deste documentário exigiu conhecimento e envolvimento emocional que proporcionassem condições de tudo seguir a contento para as partes envolvidas, estas muitas vezes distantes fisicamente, mas aproximadas pela mesma emoção.”

Leiam a mensagem na íntegra, através do link http://www.eldaevelina.com/?p=7294. Terão também acesso ao folheto distribuído por ocasião da apresentação do documentário no V Festival do Cinema Transcendental, ocorrido em maio de 2015, em Brasília.

Uma carinhosa mensagem, meu sentimento a respeito do projeto, poderá ser lido através do link http://www.eldaevelina.com/?p=7238.

Assistam ao documentário através do link: https://vimeo.com/185075143 – senha: povodourado.

 

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  Contato: elda@eldaevelina.com

 













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