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Xanda Nascimento: sócia diretora da Nossa Galeria de Arte, primeira galeria condecorada com a Medalha Tiradentes (maior honraria do Estado do Rio de Janeiro), artista plástica e multimídia, webdesign master, colunista cultural, poetisa, curadora de arte e gestora cultural. É verbete da Enciclopédia Itaú Cultural, do Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e do Catálogo Online de Arte da Nossa Galeria de Arte."




 

Este mês a coluna Xanda Nascimento ENTREVISTA traz para os leitores Max Musicamente: rapper, apresentador, arte-educador e produtor de vídeos.


Xanda - Quando, como e o que te motivou a iniciar a carreira de rapper?

Max Musicamente - Quando eu tinha mais ou menos 5 pra 6 anos de idade meu irmão mais velho chegou do trabalho e me chamou para ouvir uma fita cassete que ele tinha ganho. Ele colocou a fita pra tocar no som que ficava no quarto dos meus pais, colocou o volume no máximo e deu o play. Foi o primeiro RAP que ouvi na minha vida, era uma música dos racionais MC’s. Até então só ouvia meus primos cantantando “Rute, Carolina, Bet, Josefina, Marcela, Ivete, Rosa e Regina!”, que era um refrão da música “Nomes de meninas” do MC Pepeu. Mais eu nunca tinha ouvido a música tocar e acho que meus primos nem sabiam quem cantava, porque eles só cantavam o refrão o tempo todo! (risos)

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📷  Foto: Thiago Almeida

Mas naquele dia que meu irmão me mostrou uma fita eu comecei a escutar o RAP e cresci ouvindo ele. Com 10 anos de idade eu tinha uns amigos que escreviam umas letras, eles ja eram bem mais velhos que eu. Então, me chamaram pra fazer um grupo de RAP e eu aceitei. Meu primeiro grupo se chamou “Futuro do RAP”, minha primeira letra foi escrita em cima de um trabalho escolar e eu apresentei na minha sala de aula. A professora gostou tanto que me apresentou pra outras salas e os outros professores também gostaram tanto que começaram a me levar pra outras escolas, e quando me dei conta eu estava fazendo RAP em várias escolas, eventos, faculdades, etc… E até hoje não parei. (risos)

Quais são suas principais influências musicais?

Devido eu ter vindo de uma família de nordestinos, pais pernambucanos, cresci ouvindo muita música brega e forró de Raíz, mas como nasci em São Paulo foi inevitável na minha infância também conhecer outros estilos musicais que foram minhas maiores influências para hoje eu estar fazendo RAP, que foram: Michael Jackson, MC Pepeu e Racionais MCs. Atualmente, tenho escutado muito R&B e Neo Soul Music Soul Child, Brian Mc Kinigth, Foreing Exchange, Dwelle, Filiph Neo, Silvera, Sorry Drummer, Fred Hamond, Kirk Franklin, Mary Mary, etc…

Você se considera um MC gospel?

Sou Cristão mas não faço RAP pra tocar apenas para um público específico, faço letras pra alcançar todos os tipos de pessoas, crentes, católicos, espíritas, budistas, ateus, céticos, gays, lésbicas, negros, brancos, idosos, jovens, crianças, etc… Falo de várias coisas em minhas letras: de Deus, de amor, de política, gosto de falar de coisas positivas e também das negativas. Por estas razões prefiro não taxar meu RAP e direcioná-lo para apenas um tipo de público. Quem costuma rotular as músicas dos outros geralmente é a massa e se eles quiserem me rotular como “gospel” fiquem a vontade. Mas eu não vou rotular minha música, pois não quero alcançar apenas um tipo de público e ficar preso a isto.

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📷  Fonte da Foto: Facebook

Quais os temas que você aborda em suas músicas?

Auto-crítica, gosto que as pessoas saiam da posição de comodismo e se questionem mais sobre seu estilo de vida, se realmente elas vivem como gostariam ou estão apenas sobrevivendo em meio a esse sistema capitalista que quer nos manipular. Gosto de falar do amor ágape (Deus para conosco), do amor eros (Homem e mulher) e do amor filéo (família e amigos). Gosto de falar sobre política, pois a atual situação do nosso país não está nada boa e como um formador de opinião não posso me omitir diante de tanta injustiça.

Uma das principais características de um MC é fazer rimas improvisadas. Quando percebeu que tem esse dom?

Comecei a fazer rimas improvisadas ouvindo e vendo MC’s como Max B.O., Kamau, Marechal e Slim Rimografia. Eu fazia as vezes algumas rimas nos ensaios com meu grupo de RAP no final das músicas sempre quando sobrava um espaço na instrumental. Um dia fui convidado pra um evento aonde o Kamau apresentava a festa, neste evento tinha uma banda tocando e ela abriau espaço para quem quisesse rimar, eu subi, rimei e todos gostaram muito. Essa festa se chamava “Central Acústica”, nrla eu comecei a desenvolver mais a técnica de freestyle e tive a oportunidade de rimar com vários MC’s como Kamau, Emicida, Max B.O., Slim Rimografia, Rincon Sapiencia, etc...

Você dividiu os palcos com grandes MCs, cite alguns. Como foi essa troca de experiências no palco e como elas somaram em sua carreira e vida pessoal?

Dividi palco com o Kamau várias vezes na festa Central Acústica e com o Max B.O. Foi íncrível porque os caras que me inspiraram a fazer freestyle, que eu assistia na tv, que colava nos eventos pra prestigiar, e de repente eu estava com eles ali lado a lado pra fazer umas rimas a convite deles. Percebi que podemos chegar aonde nós quisermos se acreditarmos nos nossos sonhos. Hoje ainda divido o palco com o Mano Reco (ex-detentos do RAP) que é um amigo pessoal e tenho aprendido muito com ele também, ele é como um irmão pra mim.

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📷  Fonte da Foto: Facebook

Fale um pouco sobre o seu projeto Hip-Hop pela Valorização da Vida.

O projeto Hip-Hop pela Valorização da Vida é um trabalho desenvolvido desde 2001 voltado para a conscientização de jovens onde são abordados temas como: drogas, violência, família, valorização de iniciativas culturais, etc. O projeto também desenvolve oficinas de DJ, graffiti, break e rimas. O projeto já alcançou diretamente mais de 20 mil jovens dentro das escolas do Brasil e ainda hoje prossegue levando a mensagem não somente nas escolas mas também na Fundação Casa, clínicas de recuperação, orfanatos, penitenciárias e ONG's.

Nos anos de 2010 e 2016 foram apresentados na USP vídeo documentário e palestra sobre o projeto Hip-Hop pela Valorização da Vida. Quais os resultados alcançados?

Os alunos que nos levaram para apresentar o projeto tiraram nota máxima com seus professores (risos). Falando dos resultados pessoais, quem diria que um trabalho que começou em uma sala de aula no extremo da zona sul de SP, em uma escola pequena, aonde um jovem que não tinha muita expectativa de vida e resolveu mudar o rumo da sua história fazendo o que acredita. Então, chegar aonde eu cheguei hoje, pra mim não tem preço o resultado da minha correria, depois de tudo que eu passei, poder falar que hoje que eu tenho sido convidado para palestrar na maior universidade do Brasil. (sorriso)

Como a participação no Indie Hip-Hop (SESC SP) repercutiu em sua trajetória artística?

Cantei no Indie Hip-Hop por dois anos consecutivos junto com o DJ Nato PK e o Coletivo PDD. Em 2007, abrimos o Show do Pharoahe Monch (Philadelphia-EUA). Em 2008, abrimos o show para o Talib Kweli (Brooklin-EUA). Até hoje ouço sobre esses eventos, grandes nomes do RAP nacional estavam presentes lá pra prestigiar esse show. Foi de lá que surgiu o convite para participar do programa “Manos e Minas” na TV Cultura quando ainda era apresentado pelo MC Rapin Hood.

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📷  Fonte da Foto: Facebook

Você foi Mestre de Cerimônia do evento IDA – International DJ Association. Como se sentiu ao apresentar um dos maiores campeonatos de DJs do mundo?

Eu costumo dizer que se eu não fosse MC seria DJ, quando o DJ Erick Jay (campeão mundial) me convidou para o IDA fiquei muito feliz porque amo essa cultura. O evento foi realizado na Casa do Hip-Hop de Diadema e neste dia um dos jurados era o DJ KL Jay (racionais MC’s). Foi muito bom poder fazer parte deste trabalho e atuar com vários caras conceituados.

Como surgiu essa sua faceta profissional de Apresentador. Quais tipos de eventos você atende?

Eu sempre organizava as festas nas quebradas com meus amigos! A gente tinha os equipamentos de som, com isso em todos eventos que apareciam era a gente que tocava e eu era sempre o Mestre de Cerimônia. Isto desde os 16 anos de idade. Já apresentei eventos de batalha de rimas e de DJs, eventos de dança, de casamentos, aniversários, mas principalmente eventos musicais.

Como se deu sua parceria internacional com o rapper Rene (Gana-EUA)?

Conheci o Rene através do Fúria Negra (família racionais), o Rene se identificou comigo e quis gravar umas músicas junto. Eu separei umas batidas que eu já tinha, mandei pra ele e gravamos o disco que saiu agora no começo de 2017. O projeto se chama MARFIM. Já temos dois clipes gravados que estão no Youtube e o disco já está nas plataformas digitais.

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📷  Fonte da Foto: Facebook

Em que a parceria com o Instituto Voz somou ao seu projeto Hip-Hop pela Valorização da Vida?

Aprendi muito com o ivoz, com eles fui participar do Fórum Social Mundial em Porto Alegre que aconteceu em 2005, e através do ivoz aprendi a trabalhar com produção áudio visual.

Como foi a escolha de repertório e parcerias musicais para o DVD e CD intitulado Superação?

Não tinha dinheiro! (risos) Chamei meus amigos mais próximos que estavam dispostos a somar, tive uma equipe de mais de 50 pessoas ajudando no dia da gravação, entre eles operadores de câmeras, sonoplastas, técnicos de iluminação, organizadores, equipe de apoio e músicos excepcionais. Foi um presente de Deus na minha vida pois eu não tinha grana mesmo. As músicas foram baseadas nas temáticas do projeto HV2, pois a ideia do DVD era ter um material para poder voltar com o projeto nas escolas do Brasil.

Conta pra gente como é seu mais recente projeto: Max Musicamente Live Sessions.

É um projeto aonde conto com a parceria de vários músicos e cantores, para gravar canções antigas e novas com uma roupagem musical diferenciada. Neste trabalho o público poderá perceber que além de fazer rimas também tenho bom gosto para criar meus arranjos e uma musicalidade diferenciada. Nesta obra, que já está em andamento, estão sendo produzidos 10 vídeos que foram gravados no estúdio Harmonia Music na zona sul de SP. Acompanhe no canal do Youtube maxmusicamente.oficial e veja os vídeos que já estão disponíveis.

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📷  Fonte da Foto: Facebook

Como você divulga seu trabalho? Onde podemos encontrar Max Musicamente?

Nas redes sociais!
Youtube: maxmusicamente.oficial
Insta: @maxmusicamente.oficial
Facebook: Max Musicamente


Quais seus próximos projetos?

Estou compondo pra fazer um CD novo e estou me organizando pra fazer um Sarau de Poesia com uns parceiros da zona sul de SP. Também, junto com minha amada Letícia Dias, estamos nos organizando para começar um programa pela internet.

Tem alguém que gostaria de agradecer?

Agradeço primeiramente ao Eterno Criador pela vida que Ele me concedeu e por tudo que tenho aprendido nessa caminhada! Agradeço a Leticia Dias meu amor da minha vidaaaa… por acreditar em mim e me apoiar em todos os NOSSOS projetos (amo você demais prêêêêêê…). Agradeço Adrina e a Xanda por esta oportunidade e também a comunidade Cristã de Amor e Fé, meus irmãos que têm me apoiado. Tamu juntoooooo...

 

Agradeço a Max Musicamente pela atenção e disponibilidade para compartilhar sua história com os leitores da coluna Xanda Nascimento ENTREVISTA do Boletim Cultural Digital da Nossa Galeria de Arte.

Xanda Nascimento

 

MAIS DE MAX MUSICAMENTE


  Clique aqui para ver o vídeo da música "Quanto Mais"

  E-mail: max.musicamente@gmail.com

  Telefone: (11) 98730-8162

 













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