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Xanda Nascimento: sócia diretora da Nossa Galeria de Arte, primeira galeria condecorada com a Medalha Tiradentes (maior honraria do Estado do Rio de Janeiro), artista plástica e multimídia, webdesign master, colunista cultural, poetisa, curadora de arte e gestora cultural. É verbete da Enciclopédia Itaú Cultural, do Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e do Catálogo Online de Arte da Nossa Galeria de Arte."



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Xandy Novaski, nosso entrevistado deste mês, é formado em Produção e Direção para Rádio e TV, cursou 'Roteiro para Teledramaturgia' com Solange Castro Neves e 'Roteiro de Cinema' com Aly Muritiba, e atualmentes está terminando mais um curso de Audiovisual. Escritor, roteirista, radialista e jornalista, foi docente no Senac de São Paulo. Atuou no projeto Viagem Literária, do Governo do Estado de São Paulo.

Xanda - Quando despertou seu interessar pela escrita?

Xandy Novaski - Foi na época do Ensino Fundamental. Uma redação que fiz ficou famosa na escola. Lembro também que adaptei um livro para uma peça, uma apresentação amadora que foi destaque no mesmo colégio.

Fale um pouco sobre sua obra literária “Cinza Solidão”.

Escrevi o romance quando tinha 17 anos. Na época comprava muitas fitas para minha máquina de escrever elétrica (sensação do momento). O livro acabou na gaveta e foi editado quando eu já estava chegando aos 40. A obra escancara a solidão inserida no dia a dia das pessoas. Fala também do tempo, que nem sempre segue nosso ritmo. Repare quando escrevi o livro e quando o editei. Realmente tudo tem seu tempo certo.

“Cinza Solidão” abriu oportunidades de participação em feiras literárias. Fale sobre a experiência de proferir palestra de lado da novelista Solange Castro Neves (que escreveu “A Viagem” e “Mulheres de Areia” com a saudosa Ivani Ribeiro).

A Solange é uma grande amiga que ganhei da vida. Fui aluno da mesma num curso de Roteiro para Teledramaturgia e desde então colaborei em alguns projetos seus. A palestra no FLI (Festival Paulista de Literatura em Iguape) foi ótima! Na ocasião debatemos o fantástico na literatura e TV.

Quais são suas referências literárias?

Sou bem eclético. Vou desde Machado de Assis, passando por Jorge Amado e me amarro em Edgar Allan Poe. Tem uma turma nova dando um show e que adoro, como o Daniel Galera e o Eduardo Spohr.

Qual o diferencial da sua estrutura narrativa?

Eu não me apego a regras. Não sigo, por exemplo, item por item da famosa ‘Jornada do Herói’. Gosto de embaralhar tudo. E adoro ser detalhista, talvez por ser virginiano com ascendente em capricórnio.

Você escreveu para revistas de novelas como Colaborador e Crítico de Teledramaturgia. Quais foram as revistas? Como esse trabalho influenciou sua redação literária?

Escrevi para a Supernovelas, Só Novelas, Te Contei, Tua, Tua Dieta. Ainda colaboro para o site Me Diz, que permeia pelo universo dos famosos, e para a revista Ponto Jovem. Acredito que a grande influência venha das pesquisas. Apuro o que me é dito, busco referências, fontes. Tornei-me um grande pesquisador.

Quando você começou a trabalhar com roteiro? Conta pra gente quais foram os seus primeiros passos?

Comecei quando ainda estava na faculdade. Escrevia para o programa ‘Central de Cultura’, exibido na Rede CNT. Um ano depois rodei meu primeiro curta-metragem ‘O Maior Amor de Todos’.

Como é o seu processo de construção de roteiros para instituições, comercias de TV e curtas-metragens?

Os roteiros de Institucionais e Comerciais de TV seguem um briefing enviado pela produtora, agência ou cliente. Algo mais técnico. Já o roteiro de cinema nasce de um argumento, posteriormente ‘escaletado’ (dividido em cenas, mas sem diálogos) e, por fim, confeccionado com diálogos para ser produzido.

Paralelo ao trabalho como roteirista você escreveu e dirigiu o curta-metragem “O Maior Amor de Todos”. Fale sobre a repercussão crítica e premiações deste curta.

Quando terminei a faculdade, desejava ter algo autoral. Então escrevi o curta e chamei alguns amigos para que esse sonho se tornasse realidade. Dirigi a obra numa máquina fotográfica, isso em 2006, quando o ‘digital’ era algo novo no mercado brasileiro. O filme foi indicado aos prêmios de Melhor Diretor, Melhor Filme, Melhor Ator Principal e Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Curta Retrô, em São Paulo. Levamos para casa o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.

Como você se divide entre cinema e literatura?

A palavra é disciplina. Sem ela não há como prosseguir.

Fale sobre o seu longa “Quando Chega a Hora de Esquecer”, que tem como pano de fundo o Alzheimer. O que o atraiu no assunto?

O tema foi proposto pelo produtor executivo do filme. Com a peça-chave em mãos, fiz o argumento e posteriormente o roteiro. A ideia inicial era um curta-metragem, mas depois o produtor resolveu apostar no longa-metragem. Eu tinha material pra isso, então, desenvolvi com muito carinho a obra ambientada em Campos dos Goytacazes, estado do Rio de Janeiro. O filme está em fase de finalização. Acredito que a estreia aconteça ainda este ano.

Quais temas você considera interessante para um diretor ou roteirista? Na hora de produzir cinema, o que mais motiva você?

Todo tema é interessante. Vejo dramaturgia em tudo. E o que mais me motiva é a liberdade que o cinema nos proporciona.

Você também é professor. Você deu aula de Produção para TV e Vídeo e hoje dá aula de Escrita Criativa. Fale sobre a importância desses cursos e do seu papel como multiplicador do conhecimento.

A troca de conhecimento entre professor e alunos na sala de aula é algo mágico. O docente também aprende muito. Nas minhas aulas, não apresento regras, apenas caminhos. O trilhar fica por conta de cada aluno. Ele é livre para criar.

 

Agradeço a Xandy Novaski pela atenção e disponibilidade para compartilhar sua história com os leitores da coluna Xanda Nascimento ENTREVISTA do Boletim Cultural Digital da Nossa Galeria de Arte.

Xanda Nascimento

 



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