[ contato@ngarteprodutoracultural.com.br |(21) 3071-6864|(21) 97915-7626 ] Compartilhar: Facebook Google+ Twitter Addthis

Elda Evelina é artista visual, palestrante e escritora. As capas e ilustrações de seus livros, em sua essência de conteúdo espirituais, são criações suas. Suas obras (artes plásticas e eletrônicas), livros, palestras, mensagens e cartões estão publicados no site eldaevelina.com e seus livros também estão disponíveis no site bookess.com.br/profile/eldaevelina."



Confira as mensagens de Elda Evelina!
Todos os meses mensagens de conteúdos essencialmente espirituais que proporcionam reflexões sobre a vida ilustradas com obras de arte da artista.





Escutar sentimentos

 
⇧  Clique para ampliar
Obra: Beija-Flor

O tema “Escutar sentimentos” leva-nos, essencialmente, ao "amor". O amor é um tema que nos traz conforto, acaricia a nossa alma. Fala do prazer pela vida, prazer proporcionado pela convivência.

Quando nos referimos a esse sentimento, lembramo-nos sempre do amor ao próximo e da caridade.

No entanto, nós nos esquecemos de um detalhe muito importante que é o amor por nós mesmos. Por certo não nos referimos ao amor egóico, mas ao amor compassivo, tolerante, paciente, bondoso. Falamos muito sobre ajudar o próximo e nos esquecemos de nos ajudar.

Vamos lembrar o segundo mandamento que o Cristo nos trouxe - amar ao próximo como a nós mesmos. Partindo dessa afirmativa, podemos levantar a seguinte questão: se não nos amarmos, como conseguiremos amar o próximo?

Não nos amarmos, não gostarmos de como somos, poderá acarretar alguns tipos de doenças, principalmente as emocionais - depressão, por exemplo -, como também desajustes no funcionamento do nosso corpo como organismo material.

No íntimo do nosso Ser nós buscamos o amor. Nós queremos gostar de nós mesmos. No entanto, se algo não se ajusta ao que esperamos de nós mesmos, esse conflito gera desequilíbrio interior e, por consequência, a doença. Queremos ser um determinado tipo de pessoa, mas no decorrer de nossas vidas circunstâncias podem não nos proporcionar condições favoráveis a alcançar esse objetivo.

Para exemplificar, vale a pena contar uma pequena história.

Uma criança queria fazer um desenho para dar para a mãe de aniversário. Ficou vários dias executando seu trabalho - uma casa, um jardim, uma árvore etc. O desenho ficou pronto e já estava como a criança sonhou fazer, ela dedicou o seu amor a esse trabalho.

Nesse dia alguém viu seu desenho e começou a dar palpites sobre uma porta que não estava como deveria, inexistência de janelas, uma árvore que não parecia ser uma árvore e não tinha as cores corretas. Diante dessa avaliação, insistiu para a criança refazer o seu desenho.

Concluído o novo trabalho, o desenho tomou outras feições. Veio a ter a aparência de uma casa normal, com seu jardim. No entanto, não se parecia em nada com o desenho original. A criança, apesar de realizar o trabalho, perdeu o interesse pelo desenho, pois já não se parecia com a casa e o jardim que um dia sonhara fazer e oferecer à sua mãe como presente de aniversário.

Essa pessoa, apesar de ter sido com boas intenções, interferiu de forma profunda na mente dessa criança. Esse fato poderá ter acarretado um desajuste emocional a partir daquele momento, mesmo que a criança não viesse a ter consciência disso. É possível que, a partir desse momento, tenha passado a ficar insegura ao fazer alguma coisa, ter receio de errar. Poderá ter perdido pelo menos parte de seu poder criativo.

Da mesma forma, na nossa vida como espírito em evolução, podemos ter inúmeras ocorrências que nos desviem de nosso caminho. Em determinadas oportunidades teremos vontade de realizar algo e outras pessoas podem tentar interferir em nossas escolhas, impondo seus conceitos e preconceitos. Se essas pessoas tiverem algum tipo de ascendência sobre nós, iremos sucumbir a essas imposições e nos desviar do nosso caminho.

Importante que troquemos experiências e opinemos a respeito de assuntos sobre os quais temos algum conhecimento - compartilhar aprendizado. No entanto, não temos o direito de interferir a ponto de impedir que outra pessoa faça suas escolhas. Nós não sabemos qual é o propósito de vida para aquela pessoa. Talvez os nossos conceitos ou preconceitos sobre algum assunto levem-na a se desviar do caminho com o qual originalmente tenha se comprometido para cumprir a sua missão como espírito.

Outro aspecto importante é: muitas vezes ouvimos que precisamos ser bons para alcançar nossa plenitude espiritual; precisamos ser bons porque é isso o que as pessoas esperam de nós; precisamos ser bons porque é isso que Deus espera que façamos.

No entanto, precisamos ser bons simplesmente porque é bom ser bom. Porque ser bom é prazeroso. Porque seremos felizes sendo bons.

Não é possível impormos a alguém ser bom. Precisa querer ser para que seja uma atitude verdadeira, sincera.

Quando conseguirmos ser bons de forma verdadeira, sincera, aí sim teremos alcançado uma condição indispensável para nos caracterizar como verdadeiros Cristãos, com todas as implicações decorrentes dessa condição.

Nosso foco deverá ser - preciso ser bom porque é prazeroso ser bom. Diferentemente do que dizer que preciso ser bom para merecer conquistar uma determinada condição como pessoa ou como espírito. Ser bom não deve ser um objeto de negociação para alcançar uma determinada posição ou objetivo. Ser bom deve ser simplesmente uma busca pelo que faz bem à minha condição de espírito em evolução – ser virtuoso.

Ter disposição habitual para fazer o bem é expressar a virtude por excelência. Ser virtuoso é um estado constante. Quando incorporamos a virtude ao nosso Ser, não há como nos expressarmos de forma diversa do que somos.

Aristóteles afirmava: “o homem virtuoso é aquele que encontra prazer em realizar atos de virtude”.

Faz-se necessário o conhecimento do bem. Saber o valor moral de nossos atos, de acordo com as leis morais.

O primeiro passo para a virtude é buscar fazer o bem. Essa experiência proporciona bem-estar, estimula o manter-se no exercício do bem. Só é virtude quando se torna um hábito natural, consciente e gratificante.

Quando assumimos essa atitude de simplesmente sermos bons, teremos alcançado estágio do que nos leva ao auto-amor. Teremos prazer em ser o que somos.

O escutar sentimentos é o escutar a nós mesmos. Perceber o que somos, o que sentimos. Buscar a nossa essência e a nossa essência é Luz. Cada um de nós é um Ser de Luz.

Esse Ser de Luz muitas vezes está bem guardado dentro de nós e não se deixa ser percebido. As interferências que recebemos ao longo de nossas vidas, impondo-nos atitudes, conceitos, preconceitos, abandono dos nossos sonhos, levam-nos a perder contato com a nossa essência.

Um Mestre na antiguidade nos disse:
“Vós sois a luz do mundo. (...) Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mt 5:14 e 16)

Refletindo sobre esta passagem podemos perguntar: o que é fazer brilhar a nossa luz?

Todos nós temos esta luz dentro de nós, sem exceção, mas ainda não aprendemos a fazer com que ela brilhe. Ainda se mostra como uma pequena vela, com a chama ainda baloiçando, e precisamos fazer com que esta vela se firme e fique vigorosa. Não só que brilhe dentro de nós, também brilhe ao nosso redor. Para que outros tenham a oportunidade de perceber, conhecer e compreender esta luz que também neles há, mas que ainda não aprenderam a fazê-la brilhar.

Precisamos buscar essa essência e fazê-la brilhar como um Sol dando às nossas vidas sentido e prazer. Brilhar para as pessoas, fazendo a diferença no ambiente em que estamos inseridos.

Somos seres muito especiais. O mesmo Mestre disse também: "vós sois deuses" (Jo 10:34). Na maior parte das vezes nós não nos sentimos com capacidade de realização ou de podermos brilhar. Precisamos acreditar mais na nossa capacidade e nos nossos valores.

Repetimos inúmeras vezes que somos filhos de Deus. No entanto, nós realmente nos sentimos como filhos de Deus?

Precisamos acreditar de forma verdadeira nessas afirmativas - sou filho de Deus, sou um Ser de Luz. Sentirmos satisfação em sermos bons, pelo simples fato de que é bom ser bom.

Precisamos aprender a nos amar mais, pois só depois que aprendermos o auto-amor é que poderemos cumprir o mandamento do Mestre - amar o próximo como a nós mesmos. Temos consciência de que não conseguiremos, ainda, alcançar a condição plena de amor. No entanto, o amor que dedicarmos ao próximo será na medida do amor que sentirmos por nós mesmos.

O mandamento por completo é "amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo". Diz Joana de Angelis no livro "Amor, imbatível amor" que a muitos é difícil amar a Deus por ser, para esses, algo muito abstrato. Então sugere que nos amemos verdadeiramente e quando conseguirmos nos amar deveremos buscar o amor ao próximo. Quando então conseguirmos nos amar e ao próximo estaremos amando também a Deus.

Desejo que consigamos encontrar esse amor em nós, despertar esse Ser de Luz que somos e que possamos fazer brilhar essa luz por todo o mundo, por todo o Universo.

Este tema foi objeto de palestra em setembro de 2009 e o áudio poderá ser encontrado a partir do link www.eldaevelina.com/audio/EscutandoSentimentos.mp3



MAIS DE ELDA EVELINA



  Clique aqui para ver a arte Beija-Flor

  Clique aqui para ver o site de Elda Evelina

  Contato: elda@eldaevelina.com

Compartilhar: Facebook Google+ Twitter Addthis