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Xanda Nascimento: sócia diretora da Nossa Galeria de Arte, primeira galeria condecorada com a Medalha Tiradentes (maior honraria do Estado do Rio de Janeiro), artista plástica e multimídia, webdesign master, colunista cultural, poetisa, curadora de arte e gestora cultural. É verbete da Enciclopédia Itaú Cultural, do Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e do Catálogo Online de Arte da Nossa Galeria de Arte."



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Iolanda Brazão, iniciou sua carreira artística na década de 70 em sua terra natal: Belém do Pará. Escritora, poetisa, produtora, atriz e diretora, desde 1986 contribui intensamente para a vida cultural da Baixada Fluminense. Como escritora e atriz faz parte da Academia de Letras e Artes de São João de Meriti. Segundo ela, "viver é um teatro, e o mundo, o maior de todos os palcos”.
















Xanda - Como nasceu a escritora Iolanda Brazão?

Iolanda Brazão - A escritora Iolanda Brazão nasceu da necessidade de fazer algo mais profundo, amplo e significativo, já que só ser atriz limitava meu espaço. Precisava de algo maior, inesgotável, onde eu pudesse extravasar todos os meus anseios ali, em cada personagem criado.

Quais são as inspirações da sua poesia?

Minha inspiração vem das observações sobre sentimentos, pessoas e de experiências vividas, bem como do real ou imaginário.

Qual a importância da poesia em sua vida?

Ela um veículo de comunicação que tem o poder de transformar, revolucionar, unir povos e nações e, essencialmente, é uma forma de expressar sentimentos, levar uma mensagem de reflexão para o leitor. Além de ser um passatempo prazeroso.

Quais são suas referências na literatura contemporânea brasileira?

Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Ariano Suassuna, Luís Fernando Veríssimo, Graciliano Ramos e Jorge Amado.

Quais entidades internacionais de poesia você representa aqui no Brasil? Nesses círculos poéticos, quais são as conexões estéticas entre as poesias brasileira e estrangeira?

Cônsul de Mesquita da Associação Internacional Poetas Del Mundo, Governadora - Rio de Janeiro da Associação Internacional dos Poetas e Embaixadora da Paz do Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix Suisse/France. Falando em poesia a linguagem é a mesma, escrita na mesma cartilha, o que muda é o idioma.

Em 2010 foi publicado seu primeiro romance "Duas Vidas e Um Destino”, depois de anos de poesia como foi a “gestação” dessa linguagem literária?

Já havia escrito inúmeras poesias, peças de teatro, quando fui desafiada a escrever um romance. Não só aceitei o desafio, como em dois dias havia concluído o romance. A dificuldade ficou apenas na concepção do enredo, personagens, que levei duas semanas para idealizar e criar, quanto a escrita, foi como narrar um filme que eu podia ver em minha mente.

O que é mais desafiador, escrever um texto teatral, um romance ou poesia? Por quê?

Um romance, por ser uma obra literária que apresenta narrativa em prosa, normalmente longa, com fatos criados que podem ser real ou apenas ficção. Portanto, é preciso toda uma estrutura e dedicação.

Como e quando você decidiu mergulhar no universo teatral?

Comecei a fazer teatro em 1973, mas foi em 1986 que tive uma oportunidade ímpar de mostrar o meu talento. Não pensei duas vezes, desde então mergulhei nesta arte que tanto me fascina, que sou e estou até hoje envolvida por esta paixão.

Você escreveu diversas peças teatrais, recebendo várias premiações. Cite algumas.

“A Nova Versão da História do Lobo Mau” onde tive a honra de ganhar todos os prêmios: melhor Espetáculo, melhor texto, melhor direção, melhor ator e melhor atriz. “Alugam-se Vagas”, melhor texto e melhor ator.

Ao longo da sua história no teatro, qual foi o espetáculo que você mais gostou de dirigir? Por quê?

"Alugam-se Vagas", por ser um espetáculo mais complexo, com personagens tão próximas a realidade de nossos dias e também por ser uma comédia que revela as dificuldades das pessoas de classe média em conseguir até um espaço para morar. O texto é, acima de tudo, uma sátira política ambientada em cidades da Baixada Fluminense, onde o povo tem muita disposição para enfrentar todas as dificuldades que existem na região. A comédia mostra que, apesar de tudo, das diferenças de pensamentos, crenças e classes sociais, as pessoas podem conviver satisfatoriamente no mesmo espaço, desde que haja individualidade e respeito comum.

Como atriz, qual foi a personagem que você mais gostou de interpretar? Por quê?

O personagem que mais gostei de fazer foi a Samantha do espetáculo “As Loucuras do Inspetor Zebedeu”, texto de Durval Meirelles. Era uma dona de casa, casada com um delegado de polícia, que nunca tinha tempo para ela. Samantha, quando via o marido em casa enlouquecia, fazia de tudo para ter seus carinhos mais íntimos, entretanto, sempre quando estava rolando um clima entre o casal, entrava em cena um Inspetor de polícia maluco e atrapalhava tudo. Com o personagem Samantha pude mostrar meu múltiplo talento, não só interpretava, mas ainda dublava e dançava. Me realizava no palco. Este espetáculo me valeu algumas reportagens, jornais e TV, e ser entrevistada pelo Programa Sem Censura da TV Cultura de Belém.

Quando e por que surgiu seu interesse por criação de personagens? Cite alguns.

Ministrei cursos de Iniciação com Durval Meirelles (na época meu marido) de 2000 a 2007, no Teatro Procópio Ferreira, e no final de cada curso, havia uma prova pública, onde o aluno era avaliado por sua performance. Foi quando tive a necessidade de escrever peças teatrais, surgindo a ideia de escrever “Alugam-se Vagas”, onde dois personagem, Guta e Severina, conquistaram o público.

Sobre a personagem Severina, conte um pouco sobre o processo de criação dela.

Em 1996, quando fui convidada por meu amigo Vicente Freire a fazer Rádio Teatro em seu programa na Autêntica FM, tive a ideia de tirar Severina e Guta, personagens ricos e carismáticos da peça “Alugam-se Vagas", começando a escrever esquetes com situações inusitadas a cada semana. Nasciam ali as aventuras de Severina e Guta, onde a nordestina ingênua passava por várias situações que levava o público a rir de suas trapalhadas. A qualquer momento vocês podem encontrar com a Severina por aí!

Fale sobre o seu projeto Teatro Escola.

Fixar conceitos e bons costumes é um dos maiores desafios de todo educador, um ideal que permeia e orienta todo processo de educação, em seus diversos aspectos. Neste sentido, as peças teatrais, na medida em que humanizam e trazem para a realidade do palco concepções, conceitos e costumes, constituem-se na mais direta e eloquente forma de transmissão de uma mensagem ou ensinamento, sendo, por isso mesmo, um poderoso recurso no difícil processo de educação. Depois de um mês de apresentação da Nova Versão da História do Lobo Mau no horário nobre do Teatro SESC São João de Meriti, recebi um convite de um produtor que havia visto meu espetáculo e gostado muito, ele me sugeriu a fazer este espetáculo nas escolas. Em 1995, comecei a fazer Teatro Escola com este espetáculo, ficando em cartaz por 15 anos. Outros espetáculos vieram depois: O Casamento da Onça e o Bode, As Aventuras do Cão Totó, O Rapto do Papai Noel, Caretas Não! Sem Drogas, Sim.

Qual a sua mensagem para aqueles que abraçam a Arte em suas vidas?

A Arte no Brasil é um caminho árduo, entretanto, se você acredita em seu potencial, ama o que faz, vá em frente, porque o sucesso não é tão fácil de ser conquistado, exige determinação, disciplina, desprendimento e coragem. É difícil, mas não é impossível.

O que mais podemos saber sobre Iolanda Brazão?

Atualmente podem acompanhar meu trabalho na Direção da Revista Digital ENCENAÇÃO, lida em diversos países como Estados Unidos, Irlanda, Suécia, Alemanha, México, Holanda, Portugal, Dinamarca e França.

  Clique aqui para ler a Revista ENCENAÇÃO

Em breve, além de ver Iolanda Brazão no teatro, vocês poderão ver Iolanda Brazão no cinema no filme "O Agressor", roteiro e direção de Almira Corrêa. Direção Geral de Ailton José e também apresentando um Programa no Youtube. No mais, Iolanda Brazão é um ser humano simples e complexo ao mesmo tempo, amiga, companheira fiel, que ama o palco, e que acredita que só o AMOR pode mudar o mundo e as pessoas.

 

Agradeço a Iolanda Brazão pela atenção e disponibilidade para compartilhar sua história com os leitores da coluna Xanda Nascimento ENTREVISTA do Boletim Cultural Digital da Nossa Galeria de Arte.

Xanda Nascimento

 



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