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Xanda Nascimento: sócia diretora da Nossa Galeria de Arte, primeira galeria condecorada com a Medalha Tiradentes (maior honraria do Estado do Rio de Janeiro), artista plástica e multimídia, webdesign master, colunista cultural, poetisa, curadora de arte e gestora cultural. É verbete da Enciclopédia Itaú Cultural, do Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e do Catálogo Online de Arte da Nossa Galeria de Arte."



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Lino Besser, ator, diretor e cineasta, graduado em Artes Cênicas pelo UNIRIO, soma na TV, no teatro e no cinema inúmeros trabalhos. Carrega na bagagem participações em festivais nacionais e internacionais com prêmiações no cimema e no teatro.
















Xanda - Como nasceu o ator Lino Besser? O que despertou seu interesse pela arte?

Lino Besser - O segredo da arte e perseverança acho que foi ao assistir "Meu Pé de Laranja Lima", em 69. Desde novinho tinha essa garra, brincava no quintal da casa e guardei esse segredo até completar 13 anos, quando a Rede Globo fez testes para atores na novela "Estúpido Cupido", eles iriam filmar no Maracanãzinho, anos depois já era elenco de apoio da Globo. Eu fugia escondido da família de 10 irmãos, eu sempre tinha um segredo ou contava que estava estudando com amigos da escola. Nesse tempo resolvi adotar o nome Lino Leblon, mas uma professora de português (que era francesa) disse: por que você não coloca Besser? Em Francês á grau comparativo de superioridade. De lá para cá, uso a quase 30 anos o nome artístico Lino Besser. Tenho 10 irmãos, mas nunca vi nenhum na plateia assistindo sequer um trabalho meu, mesmo que se orgulhando da minha profissão. Assim nasceu Lino Besser. O interesse pela arte de representar acho que está no sangue.

Quando e como se deu sua incursão televisiva? Quais trabalhos na TV você destaca?

Através da Guta Mattos, que trabalhava no departamento de elenco da Globo. No Jardim Botânico, na tal padaria onde se reuniam todo o elenco da Globo, eu era tipo um patinho feio desconhecido, mas sempre que faltava um ator que falava pouco eles me encaixavam. Acho que assim fui criando liberdade e ganhando a confiança de vários atores de renome. Na TV destaco algumas novelas antigas como "A Moreninha", "Uma Rosa com Amor". A que marcou e que eu tinha começado a me despontar mais foi "Barriga de Aluguel" em 1990, eu era dançarino do Copacabana Café. Quando houve o assassinato de Daniela Peres tudo mudou, foi quando resolvi fazer teatro e cinema ao mesmo tempo. Na Globo também tem "Rainha da Sucata" e "Mico Preto", em outras emissoras destaco a série "Fronteira dos Desconhecidos", da extinta Rede Manchete , onde gravamos em Machu Picchu, e no SBT as novelas "O Espantalho" e "Éramos Seis".

Como é a sua preparação para um personagem? Qual é o segredo da lapidação de personagem?

Sempre que sou convidado me preparo com unhas e dentes, pois acho que o personagem brota de dentro de você, às vezes saio pela rua em busca de figuras conforme o personagem, tipo de laboratório que todos atores deveriam fazer. Fico olhando alguns indivíduos, tentando imitar seus gestos ou a sua maneira de andar e até os gestual me fascina, aos pouco vou vivenciando até chegar na composição certa, se precisar raspar a cabeça, tirar as sobrancelha, como fiz em um trabalho, vendar um dos olhos para viver um vilão como fiz em outro trabalho, e assim por diante. O grande segredo da lapidação é a expressão facial, bem como o uso da expressão corporal, que dá vida a qualquer personagem. O Ator em sua plenitude de consciência, focada mas receptiva, pode experimentar suas qualidades nesse exato momento que encontrou seu "eu" interno, sem que precise utilizar trabalhos de cenas, mas sim de corpo.

Quais diferenciais você atribui ao seu perfil artístico que tornam ímpar a sua interpretação?

Cada um tem seu perfil próprio. Quando os grandes Agenciadores ou diretores acham que o personagem é feito sob encomenda para você eles até podem lhe indicar, caso seja necessário, ou quando você é bom e tem a qualidade de mostrar trabalhos as quais se saia bem, os diretores nem interferem, apenas pedem uma mostra do que você criou ou tem em mente. Esse diferencial vem de cada um, ninguém é igual, mas cada um faz seu trabalho totalmente direfenciado. Eu sempre busco ser naturalmente mais equilibrado na interpretação do que no gestual, a cena flui gradativamente, daí sim sai um brilhante trabalho, como foi no curta metragem "Olho por Olho", onde fiz uma assassino.

Falando agora sobre a sua trajetória teatral, quais peças e personagens marcaram sua atuação nos palcos? Por quê?

Acho que todos marcaram. Quando você é selecionado ou passa por uma bateria de testes e ganha o tal papel principal de uma peça já e um presente, uma dádiva que outros atores almejam, você cresce profissionalmente, não que queira ser o melhor, mas tem a noção de que você fez um belo trabalho para galgar aquele papel. Na verdade, quando você sobe a um determinado palco a intenção é mostrar ao público porque você está ali recebendo aqueles aplausos. Com certeza o merecimento também é seu legado ao seu público, tem pessoas que vão ao teatro porque você é o Ator, tipo o cara que eles desejam ver em cena. A melhor peça com certeza foi no Teatro Guairá em Curitiba, que lotou o teatro três noites seguidas, com três espetáculos também quase que seguidos, no musical infantil "Cinco Bichinhos Travessos". Não que os outros também não fizeram sucesso, mas destaco essa pois eu fazia um chefe marrento. Depois de anos apresentamos em Caxias/RJ no teatro Raul Cortez participação em "Gota d'água", "Bonitinha mas Ordinária", "A casa de Bernada Alba", enfim grandes trabalhos. No próximo semestre estudo proposta também de um belo espetáculo.

Com tantos personagens no currículo, sente falta de interpretar algum tipo específico? O que este tipo tem de incomparável aos demais que você já interpretou?

Talvez um bicheiro cheio de jóias, seria um grande prazer ver em cena, pois me fascínio com vilões. Lembo-me do Carlão de "Selva de Pedra" do Francisco Cuoco. Até hoje seria desse tipo os arquétipo que eu queria para mim, talvez uma mutação ou faria um personagem onde o amor e ódio estariam lado a lado. A meu ver com certeza iria chamar a atenção do público. Poderia dizer porque não fazer um super herói no teatro, mas a nossa cultura, em especial o teatro, é mínima, se fosse um musical de anti heróis talvez até daria certo, mas com certeza o bicheiro está dentro dos meus planos e quase aconteceu em 2017 num curta, na ocasião eu disse não ao diretor de outros trabalhos, pois na época estava dirigindo um longa.

Qual foi o seu ponto de partida para o mundo do cinema? Qual foi a sua expectativa em relação aos resultados nesta nova linguagem?

Quando você é um excelente ator o mínimo que esperam de você é que também seja um excelente diretor. Ao perceber que estava ali com quase 50 pessoas entre atores/produção e você a frente disso tudo ou sua máscara cai ou você deseja fazer igual a um Avestruz: colocar a cara(rosto) dentro o chão ou sumir de vez. Ouvindo seu nome milhares de vezes, sem que a produção possa resolver, um mínimo de descuido você põe tudo a perder. Me vi entre feras, mas eu era o diretor, como dizem por aí "o cara". A primeira coisa que fiz foi escalar um elenco desconhecido porque teria menos trabalho ou estrelismo, todos de primeira linha, fiz testes com todos por 3 meses, mais preparação com o elenco entre os finais de semanas, sábado/domingo era só pauleira. As personagens Dora e Ester deram mais trabalho, mas para a Dora tivemos 5 atrizes, isso com o filme já quase pronto, a última foi vítima de sequestro relâmpago e quase foi estuprada por um motorista da UBER no Recreio dos Bandeirantes, na madrugada estava na delegacia abrindo um boletim de ocorrência, fora a cineasta que faleceu, tive alguns problemas de saúde e quase fui atropelado por um carro e entre dois ônibus. Minha grande expectativa foi de trabalho realizado com carinho e muita garra, pois faltando 15 cenas a assistente de direção pediu para sair, aí assumi sozinho, enfim tivemos um belo trabalho em vários festivais,FICC, Festival de Brasília, Festival de São Paulo, Festival do Amazonas e outros mais, nesse tempo o filme foi legendado para a língua inglesa e agora esta em espanhol.

Reunindo vários trabalhos em seu currículo filmográfico, cite alguns.

Tenho "Batom Vermelho", "O Chefe", "O Suíço", filme francês a ser lançado, "Maria Adelaide", "Paralelo", o filme também será lançado, agora está na página do Facebook do filme, "Olho por Olho", entre outros.

O que te motivou a ir para atrás das câmeras?

Acho que dois fatores importantes: meus amigos me criticavam por escrever e atuar nos meus próprios filmes, e como diretor esse seria o primeiro fator, o segundo já queria a muito tempo passar a minha experiência de ator e ver com meus olhos, um olhar mais aguçado diante das câmeras, porque dirigir qualquer um dirige, agora ser diretor poucos conseguem e isso me fascinou muito. Estou agora no lugar certo, não que deixe de atuar, mas se for convidado sim, pois nos trabalhos que escrevo nunca mais.

Luz, câmera, ação. Defina o diretor Lino Besser.

Uma pessoa que veio galgando a cada degrau sem derrubar ou puxar o tapete de quem se quer. De figurante ou ator, alguém que sabe onde quer chegar e corre atrás dos seus sonhos, sem que isso influencie a outros diretores ou possa esquecer de onde veio, com toda a humildade de saber que embora hoje lhe chamam "meu diretor Lino Besser" mantém os pés no chão sempre. Jamais tive ou terei que chamar a atenção de alguém porque existe diálogo e isso é muito difícil em nossa profissão, a humildade é um dom que vem de dentro e poucos as tem.

De Lino Besser para Lino Besser: o que o ator deixou de legado para o diretor cinematográfico?

Deixo apenas a minha estrada que foi longa, os meus conhecimentos perante a arte de representar, as obras em que participei, que um dia meus fâs ou até mesmo a família possam dizer: isso aqui foi Lino Besser que fez e tenho a honra de ter tido o prazer de conviver com essa pessoa, sem que haja puxa saco, foi Lino Besser que me deu a oportunidade de estar aqui hoje agradecendo a cada momento a vida dele. Só isso, o resto Deus tem em si cada sabedoria e cada ensinamento dentro do seu eu.

Quais os maiores desafios de ser diretor? Como você os supera?

Existem vários, há atores acham que você irá colocá-lo em uma obra porque você é seu amigo, se enganam redondamente porque pode ser meus irmão, passam por testes iguais aos outros atores, porque foi assim que aprendi: estar diante de várias oportunidades e ficar um ou dois dias sem dormir analisando os prós e contras, aí o telefone toca sem que você tenha a resposta de um simples sim. Às vezes, existem fatos importantes em nossas vidas que de qualquer maneira você é o centro das atenções e a sua superação vem de onde você jamais espera. Sou espírita, sempre recorro as minhas entidades, pois não sou Médio de Transporte e sim Médio de Vidência. Alguns dizem que devo aceitar outros, que é hora de pular fora, mas também vou na minha intuição, tipo será que magoei alguém, será que beltrano ficará a meu favor, brinco sempre (ouço vozes, quando toda hora), mas sigo rigorosamente meus preceitos, as minhas entidades, sou de Leão e filho de Xangô.

Sob a ótica de diretor, qual o seu conselho para os novos atores que desejam ingressar no cenário artístico?

Primeiro, estudar sempre. No mínimo o ensino médio, até que galguem uma faculdade de Artes Cênicas ou Teatro. É fundamental iniciarem na figuração, não é vergonha, já fui figurante um dia. Estranho seria fazer o teste do sofá, que existe até hoje, e não recomendo a ninguém. Sem estudos vocês (atores e atrizes) não irão a lugar algum. Fazer alguns workshops ajuda muito a desinibir qualquer um perante ao público, mas nada de cursos caros, nenhum diretor irá lhe dar o papel principal. Não esqueça a sua identidade ou de onde você vem, cidades grandes ou interior, a família em primeiro lugar sempre.

Como é o processo seletivo do casting dos seus filmes? Quais qualificativos você considera essenciais para os seus atores?

Sempre busco aquele que se aproxima mais dos personagens, não coloco ninguém sem fazer testes, busco atores e atrizes com e sem experiências, afinal já tive a oportunidade no passado, então mais que justo ajudar alguém nesse processo, separando o profissionalismo do pessoal sempre. Não deixo os atores fazerem o que já trazem de casa, sempre dou textos na hora e os aviso a que horas serão chamados. Busco atores de preferência desconhecidos do público, com certeza os experientes também fazem os testes, mas nem sempre também servem para os papéis, não é inversão de valores não, nem sempre busco aquilo que está pronto. A essência dos novos atores e a perfeição sem cacos, sem o método de Constantin Stanislavski, esses pecam muito, porque existem outros gênios a serem explorados, esse está muito batido em todas as escolas de teatro ou cinema.

No Brasil o que é mais difícil: produzir um filme ou colocá-lo no circuito?

Boa pergunta, mas ambas são difíceis, se você tiver uma equipe e financiamentos você produz com essa verba, você coloca em qualquer circuito. Hoje fazer cinema (independente) só Deus do Teatro para conversar com o Deus da Sétima Arte. Às vezes você acorda crente que deu tudo certo, envia projetos para determinado órgão, seja de liberação de verbas ou outros tipos de recursos como alimentos, pousadas, transportes, etc. Se você tem um filme no circuito eles sabem do resultado e te ajudam até onde puder, mas se não te conhece, se fazem de rogados tipo vou analisar seu projeto e o coloca na gaveta. Vem um anjo e te abraça, essa pessoa que engavetou te liga e dia "olha eu estou aqui com seu projeto e já tínhamos fechado tudo", com certeza é balela, jamais olhou sequer o título dele. No Brasil, o que eu tenho penado em enviar as grandes empresas apoiadoras de cultura, algumas estou desde 2016 aguardando respostas, mas eu não ligo, um dia Deus olha por mim e meus trabalhos com certeza.

Como avalia o papel dos festivais de cinema para os curtas e longas nacionais?

Na verdade existem vários tipos de critério, quando você coloca um filme que já teve sua pré-estreia com casa cheia, ou até mesmo está para ser lançado em circuitos nacional ou não, eles geralmente usam uma banca de pré-eliminação, fotografia, tipo de argumento, interpretação, época do filme que se passa e por último a direção. Alguns realmente pecam em direção e figurino, com certeza tem peso grande na hora da escolha para concorrer. Vejo sempre um lado bom, pois as salas estão sempre lotadas, ou eles utilizam lonas culturais com um pré-lançamento, assim o que tiver maior público entra em festivais. Os longas geralmente são indicados a festivais internacionais pela sua bilheteria e caso tenham um bom patrocínio também. Vejo nesse mercado uma grande conectividade porque se você está ao mesmo tempo aqui no Brasil, pode estar em vários países sem que interfira na premiação ou não, muitos diretores esperam o filme ser premiado para colocar em outros festivais, o que não ocorre no meu caso, prefiro adiantar agora porque no próximo ano ao abrir os envelopes sempre tem uma surpresa ou uma excelente indicação ou uma posição a frente de outros países.

Fale um pouco sobre o seu longa Vida Injustiçada.

Uma excelente obra onde retrata a maldade da própria mãe com sua filha por amor a um desconhecido. Nos dias de hoje a cada 10 minutos uma mulher/menina está sendo estuprada por entes da família. No caso da personagem Dora foi seu próprio padrasto, ela sempre alertava a mãe, mas por amor a seu marido tinha na filha uma inimiga até que aos 18 anos ele consegue engravidá-la num abuso de adolescente desdos 12 anos, a mãe resolve tirar a vida da filha e criar a neta como se fosse a coisa mas natural do mundo, Vida Injustiçada teve três premiações no Festival de Amazonas, onde hoje virou patrimônio com a intenção de levar a cada mãe a importância de vigiar suas filhas, não por serem mulheres, mas as suas condutas perante a sociedade machista nos dias de hoje. O filme trás uma bela mensagem de companheirismo e carinho com a neta, mas no fim o seu grande arrependimento por não saber ouvir a filha. O grande trunfo do filme é o arrependimento de uma senhora com seus 89 anos, que ao final da vida reconhece que o perdão e saber ouvir contam muito, afinal você pode estar sendo enganado 24 horas, mas existe a história contada e a história inventada por terceiros.

Qual a mensagem que pretende passar para os espectadores com o filme Vida Injustiçada?

Mães dêem ouvido as suas filhas, elas não são eternamente crianças, seus corpos se desenvolvem, existe a cobiça, pais fiquem alertas por tudo que está lá fora, pois no mundo de hoje não existe nenhum santo existe a maldade. Sejam homens, mulheres, jovens, idosos, crianças, essa seria a grande mensagem: vigia. A Sociedade cobra muito, mas poucos fazem algo acontecer e os pais estarão errando, não existe manual de instrução na criação dos filhos. Alguns tapam o sol com a peneira, sabem que o filho está errado e mesmo assim deixam acontecer.

De modo geral, como os seus filmes abraçam o público contemporâneo?

Como este trabalho tem uma linguagem de compreensão contemporânea busco compreender, não só os jovens, mas a classe dos que contribuem em contextos de transformação no espaço público na sociedade tanto contemporânea. Dento desse contexto, nossa investigação foi realizada em três eixos: público alvo, tentativa de levar quanto mais pessoas a salas de espetáculos e a origens as quais cada um deveriam vir, numa linguagem não regional mas sim urbana. Este trabalho quebra o paradigma da complexidade de Dora, Ester e João. No olhar do diretor e cineasta ocorre no espaço público, a ser multidimensional em pesquisas e entretenimentos a todas as classes sem exceção, que mais um trabalho foi cumprido. Ao fim deste contexto discutimos muito que tipo de linguagem seria dado ao filme, nada mais que justo ser e ter uma boa lembrança.

Na história do cinema mundial, qual filme considera atemporal?

Primeiro posso destacar dois grandess que até o momento ficará eternamente: "A Cabana" e "O Destino de Poseidon". O autor retrata um drama onde existe a sua busca constante de ser uma pessoa completamente avessa do seu mundo e quando a criança é assassinada numa cabana fiquei super intrigado com o desfecho do filme, como existe uma mente brilhante dentro da cabeça de cada ser, a primeira é a simpatia. Tem o intérprete, a atitude, o irônico também. A inteligência analisa, constrói qualquer atitude, um dos fins da inteligência é a análise da composição, reconstrução e símbolos que transitam dentro de nós, não necessariamente você tem que permanecer dentro de duas dimensões não distintas mas complexas entre dois mundo. Nada de ficar vendo o mundo passar. E o Destino de Poseidon, foi uma obra que fiquei fissurado pelo desempenho dos produtores na maneira de usar seus intérpretes na leveza de um texto completamente ignorado pela indústria americana.

Como você consegue conciliar teatro, TV e cinema?

Geralmente abro dias em minha agenda, tenho três diferenciadas: uma de teatro, outra para cinema e a última TV. Cada uma utilizo um e-mail porque se você utiliza apenas um com certeza ultrapassa as postagens de sua caixa de e-mails, geralmente bloqueiam, por isso resolvi diversificar dessa forma. Com certeza tenho horários a cada trabalho, a cada entrevista falo de obras completamente diferentes sem que me atrapalhe, é dessa forma que utilizo meus trabalhos.

Já tem novos projetos em desenvolvimento, quais são seus próximos passos?

Sim, com certeza: "Entre Deus e Eu", um longa que retrata a vida de um apresentador através da sua biografia. Ele teve 17 laudos médicos e por último o HIV, ao ser medicado ele teve alta dizendo que estava curado, assim retrata a sua vida num drama evangélico. "Quando os Pássaros Esquecem", a história de uma menina com Síndrome de Down. A série "Essa Família", que mostgra o cotidiano do dia a dia de uma família nada convencional, uma serie em 20 capítulos, o longa "Orgulho", que retrata a vida de duas lutadoras de MMA que disputam um único amor e tualmente estou filmando "Quem Matou Meu Pai", entre meados de julho pretendo estar passando para outras produções. Alguns trabalhos são feitos gradativamente somente nos finais de semana e outros em dias alternativos. Agradecendo desde já a oportunidade de poder falar um pouco de Lino Besser, grato por tudo.

 

Agradeço a Lino Besser pela atenção e disponibilidade para compartilhar sua história com os leitores da coluna Xanda Nascimento ENTREVISTA do Boletim Cultural Digital da Nossa Galeria de Arte.

Xanda Nascimento

 



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