XANDA NASCIMENTO
São João de Meriti - RJ


Pós-Graduada em Gestão da Cultura pela Universidade Estácio de Sá, sua experiência profissional e formação artística são pontuadas pela excelência de ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage-EAV: instituição reconhecida internacionalmente no cenário da arte contemporânea. Trabalhou cerca 18 anos (maio de 1989 a março de 2007) na AMEAV - Associação dos Amigos da EAV (Escola de Artes Visuais do Parque Lage), tendo ocupado o cargo de Administradora no período de 1994 a 2007, também nesse período foi membro da Diretoria da AMEAV, exercendo a função de Secretária Executiva. A convivência com críticos e artistas notórios da Escola de Artes Visuais do Parque tornou inevitável o despertar de sua sensibilidade artística, resultando numa linguagem singular pautada pela pesquisa constante dos meios múltiplos que traduzem a arte atual.

Desde 2007 é gestora e curadora da Nossa Galeria de Arte, referência em artes na Baixada Fluminense. A galeria é verbete do Mapa de Cultura da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e detentora de vários reconhecimentos públicos nas esferas municipal e estadual, destacando Moção de Louvor e Aplausos concedida pela ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Xanda Nascimento é artista plástica e multimídia, webdesign, poeta, colunista cultural, curadora de arte e gestora cultural. Participou de 30 exposições. Possui obras em acervos públicos. Recebeu Diploma e Medalha de Mérito Deputado Lucas Andrade Figueira da Câmara Municipal de São João de Meriti (maior comenda da Casa) por sua relevante atuação cultural na cidade. Foi um dos dez talentos artísticos no estado do Rio de Janeiro do Programa FURNAS Incubadora Sociocultural, que contou com Paulo Sérgio Duarte, Franz Manata, Luiz Ernesto e Júlio Castro na comissão julgadora. Seu projeto Códigos Temporais, aprovado pela Incubadora, teve texto crítico de Reynaldo Roels Jr., na época Curador do MAM-RJ.

Poeta das linhas e das cores, Xanda Nascimento é uma artista que ultrapassa as barreiras do convencional produzindo pinturas que capturam e instigam o olhar do espectador, que deixa de ser contemplativo para desnudar a tela. Explorando vários materiais, as obras de Xanda revelam o entrelaçamento das cores, linhas e texturas resultando numa geometria sensível. As cores pulsantes e em contínua expansão expressam potência pictórica. Em meio à textura, volumes reais unem a sensação visual com a física enquanto fluxos vetoriais mapeiam a inquietude e a vibração cromática dos sulcos impostos à tela. Na relação entre a pintura e o suporte, a pintura é pensada como um experimento físico e sensorial, enquanto o suporte é visto como uma janela fechada, física e psicológica, que vela horizontes imagéticos; um campo a ser expandido além da fronteira da pele. As cores, a riqueza matérica e o gesto visceral transcendem o suporte, estendendo ao espaço expositivo a apropriação da ambiência intrínseca de cada obra, resultando num olhar sem pele e irrequieto. Neste sentido, a densidade e intensidade cromática das pinturas instigam o desejo tátil e capturam a ilusão de realidade, infligindo diferentes sensações no corpo e na mente do espectador. Não basta mais à retina a contemplação. Suas pinturas falam, calam, desejam, arriscam, desvendam, ocultam, ecoam, omitem, pulsam, insistem, desistem, sonham, despertam, afirmam, negam, dissimulam, torcem, contorcem, bravejam, blasfemam, seduzem, questionam e respondem. Tudo é dito. Nada se fala. Em meio ao equilíbrio da desordem...a dualidade do olhar.