LÉLIA PARREIRA
Belo Horizonte - MG


Lélia Parreira (Duarte) é professora titular de Literatura Portuguesa da Universidade Federal de Minas Gerais; depois de aposentada, lecionou também na pós-graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Coordenou pesquisas sobre “Ironia e humor” e “As máscaras de Perséfone: figurações da morte na literatura”, e orientou muitas teses sobre esses temas. Sobre eles publicou vários livros e mais de uma centena de ensaios, em jornais, livros e revistas, no Brasil e no exterior.

Através dos Centros de Estudos das duas universidades (UFMG e PUC Minas), de que foi diretora, organizou uma série de eventos, como os três Seminários Internacionais Guimarães Rosa, Semanas de Estudos, Colóquios e Palestras, de que resultaram sempre excelentes publicações. Foi editora do Boletim do CESP/FALE/UFMG e da revista Scripta (da PUC Minas, de que publicou 22 números semestrais).

Desde 1999 dedica-se também às artes plásticas, muitas vezes conjugando a arte da pintura com a da palavra, como mostram os seus livros Exercícios de viver em palavra e cor (pinturas e poemas), e Potência e negatividade em Fernando Pessoa (ensaio e pinturas), publicados pela editora Veredas & Cenários, de Belo Horizonte (2009 e 2011). Neste último ilustra – com acrílica sobre tela ou MDF – poemas do português Fernando Pessoa, mostrando como a dor, o desencanto, a falta e a finitude impulsionam a criação do Poeta, para quem “A arte tem valia, porque nos tira de aqui.”

Lélia Parreira participou de vários projetos da Maison Escola de Arte, de Belo Horizonte, de que resultaram exposições coletivas como Cem Mona Lisas com Mona Lisa (2009, em que a sua “A Mona já não mais tão Lisa” foi a mais votada nas exposições feitas em Ouro Preto, Brasília e Belo Horizonte). Participou também dos projetos “Pinceladas de sabor”, “O quarto sem Van Gogh”, “Paisagens urbanas”, “Pintando Poemas (Tributo a Fernando Pessoa)”, e da exposição realizada em janeiro/2012 em Salvador: “Arte atual Anuário 2011”, com lançamento do livro que tem o mesmo título (Org. de Marcos Buarque). Participará em breve da exposição comemorativa dos 120 anos de Picasso, e de outra que homenageia Frida Khalo, na Maison Escola de Arte.

Sempre encantada com a obra de Monet, Lélia inicialmente procurou usar técnicas impressionistas em sua pintura, como comprovam sua fase “Mãenet” e seu primeiro livro de pintura (Exercícios de viver em palavra e cor). Com a pesquisa “As máscaras de Perséfone – figurações da morte na obra literária”, viu reafirmar-se a importância da arte para que o ser humano possa enfrentar a sua anunciada finitude. Passou então a usar diversas técnicas para pintar, aproximando-se, por vezes, de Picasso, Van Gogh, Kandinsky, Matisse ou os expressionistas alemães.

Antes de entrar para a Maison Escola de Arte, onde se tem beneficiado com as aulas de pintura e/ou desenho de Glauco Morais, Yara Tupinambá, Fernando Pacheco, Leo Brizola, Marcelo AB, Sandra Bianchi, Sebastião Miguel, Luiz Flávio Silva, Luiz Jahnel e Miguel Gontijo, Lélia Parreira teve aulas de pintura com os artistas Carlos Buere e Antônio Sérgio Moreira.