MAURICIO DUARTE
São Gonçalo - RJ


Nascido em Niterói, Fonseca em 1975, Mauricio Duarte mora em São Gonçalo desde 1979 e tornou-se designer gráfico a partir da Escola de Belas artes da UFRJ em 1999. Trabalhando com design promocional, design editorial e identidade visual, Mauricio tomou parte em vários projetos de ilustração também. Estudou como aluno ouvinte no Programa de Pós-Graduação em Mestrado da Ciência da arte da Universidade Federal Fluminense em 2002 e também foi estudante do Curso de Artes visuais (Desenho de Ilustração) da Universidade Pestalozzi em Pendotiba, Niterói.

Completou curso de Produção Textual com a poeta Maria Regina Moura na Editora Canteiros em Maricá.

Completou curso de webdesign no Senac em Niterói - RJ.

Atua, exclusivamente, na área de artes visuais e literatura desde 2008.

Teve sua obra publicada no Catálogo Anuário Brasileiro de Artes Plásticas Consulte da Editora Roma, em São Paulo, 2011. Teve sua biografia incluída no livro Perfis Biográficos de artistas gonçalenses pela São Gonçalo Letras e Prefeitura de São Gonçalo em 2011.

Foi premiado pela ABD com medalhas de prata e de destaque concernentes a sua participação em salões de arte e literatura como poeta. Foi premiado também com a menção honrosa em poesia no XXXV Concurso Hermando Continentes da Argentina. Teve poemas premiados relativos ao 2o. lugar no 12o. Prêmio Nacional de Poesia - Cidade Ipatinga no âmbito do 14o. Circuito de Literatura do Clube de Escritores de Ipatinga . 2015. Foi selecionado para publicação na coleção Sementes Líricas com o livro de bolso Vozes que calam . poesia em Concurso da Editora Literacidade.

Atualmente é colunista do site Divulga Escritor. Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Membro da SAL (Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo) e Membro Acadêmico da cadeira 18 da Academia de Letras Virtual do Grupo Intenção e Gestos. É estudante do curso à distância de Pós-Graduação (lato sensu) em Docência do Ensino Superior da Universidade Dom Bosco no Portal Educação. Também recentemente passou a integrar a AGLAC (Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências) na cadeira 56 com o Patrono João Batista de Mattos.


Deixar fluir a criação


Deixar fluir a criação, espontaneamente. Deixar que venha a inspiração plena de gozos e prazeres. É assim que entendo meu movimento em direção às artes visuais. Para mim, é necessário deixar a arte falar através da minha pessoa, através das minhas mãos. A arte é que fala, não eu.

Penso num expressionismo abstrato, montanhas de configurações nas quais me deleito ao realizar, pesquisando e investigando o meio que estou utilizando. Nanquim, guache, aquarela, pastel oleoso, canetas esferográficas e de marcador, pseudo-carimbos inventados por mim... Utilizo-me desses materiais no momento de criação para traçar panoramas de formas, cores e luzes. Estabeleço um diálogo com a tinta, o pincel e o papel ou a tela, que uso com parcimônia, a maioria das minhas peças artísticas é em papel.

Crio mundos de significantes abstratos em busca do significado concreto, real que é inalcançável, que está como o horizonte, sempre adiante, mas nunca palpável, fora das nossas mãos. Postulo um imaginário cheio de formas entrelaçadas pelo continuum do espaço em constante mutação, sempre novas, sempre alteradas.

Minha criação me justifica e me faz viver melhor. A partir dela, posso voar por conceitos puramente visuais ou estéticos e/ou posso mergulhar no conceito cujo significado o espectador pode auferir daquela investigação pictórica.

Como comecei nas artes visuais através da leitura de histórias-em-quadrinhos de super-heróis e das ilustrações de livros infanto-juvenis, não tenho preconceitos quanto à arte pop ou arte popular. Pelo contrário, acredito que a contribuição da arte pop para a arte erudita seja peculiar e altamente significativa. Atuei, aliás, durante oito anos, como ilustrador e designer gráfico, produzindo peças de mídia impressa na sua maior parte; portanto o universo do imaginário pop é natural para mim. Venho me dedicando, exclusivamente à arte e à literatura desde 2008.

Enfim, meu interesse é o de transgredir as normas do que seja decodificável pelo cidadão médio que não tem pretensões artísticas e nem um arcabouço estético que lhe agracie com entendimento de altas viagens em arte. Trazer o público de volta às artes plásticas para que possa apreciar obras abstratas e expressionistas tanto quanto obras figurativas e tradicionais.


Mauricio Duarte